Operação Lava Jato

Condenado no caso tríplex, Lula ainda responde a outros 6 processos

Nathan Lopes

Do UOL, em Porto Alegre

  • Reprodução

    13.set.2017 - Lula depõe ao juiz Sergio Moro em Curitiba

    13.set.2017 - Lula depõe ao juiz Sergio Moro em Curitiba

O processo do tríplex, no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi condenado em segunda instância nesta quarta-feira (24), é a ação mais avançada entre as sete em que o petista é réu na Justiça Federal. Ao longo deste ano, no qual o petista diz pretender disputar a eleição presidencial, marcada para outubro, Lula ainda terá outros compromissos com a Justiça: de sentenças a interrogatórios.

Desde 9 de novembro do ano passado, por exemplo, o ex-presidente aguarda a sentença que dirá se ele será condenado ou absolvido por tentativa de obstruir a Operação Lava Jato.

Esse processo traz Lula como réu ao lado do senador cassado e ex-petista Delcídio do Amaral por tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, um dos delatores da Lava Jato. O MPF (Ministério Público Federal) pediu a absolvição de Lula nesse processo dizendo que não havia provas contra o petista.

Moro ainda tem duas ações contra Lula em suas mãos

Na Justiça Federal no Paraná, em que seus processos são conduzidos pelo juiz Sergio Moro, Lula deverá saber a sentença da ação que envolve recibos da locação do apartamento vizinho ao em que vive em São Bernardo do Campo (SP) no segundo trimestre. Nesse processo, Lula teria recebido vantagens indevidas a partir de um esquema em oito contratos entre a empreiteira Odebrecht e a Petrobras.

Também no segundo trimestre do ano Lula deverá ser ouvido pela terceira vez por Moro em um interrogatório. Ele é réu em um processo que apura outro esquema de corrupção envolvendo empreiteiras e Petrobras. Dessa vez, Lula teria se beneficiado com o gasto de R$ 1 milhão em benfeitorias em um sítio em Atibaia (SP).

Esse processo ganhará destaque a partir de fevereiro, quando estão marcadas as primeiras audiências para ouvir testemunhas. Só após o fim dessa etapa é que os réus do processo, como Lula, serão ouvidos.

Arte/UOL
Moro ainda tem 2 ações contra Lula: apartamento em São Bernardo e sítio em Atibaia

Novo depoimento em fevereiro

O que já tem data certa, porém, é o primeiro interrogatório de Lula neste ano, que, após dois adiamentos, será no dia 20 de fevereiro, uma semana após o Carnaval. O ex-presidente é acusado dos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa em uma ação ligada à Operação Zelotes, que investiga esquemas de sonegação fiscal.

Nessa ação, o petista e seu filho Luís Cláudio foram alvos de um pedido do MPF para bloquear bens de ambos em até R$ 24 milhões, uma ação que foi tida como perseguição política pela defesa de Lula.

Lula ainda é alvo de outras duas ações na Justiça Federal no DF. Desde setembro do ano passado, ele responde a um processo sobre venda de Medida Provisória a montadoras, também no âmbito da Zelotes. Nesse, testemunhas devem ser ou vidas entre março e abril, e Lula, interrogado ainda no primeiro semestre do ano.

O petista ainda enfrenta uma ação sobre liberação de empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) investigada na Operação Janus. O processo foi aberto em outubro de 2016 e ainda não teve muita movimentação se comparado a outros.

Em dezembro do ano passado, decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira fez com que não haja previsão sobre o andamento do processo nem de quando Lula deverá ser ouvido.

A defesa do ex-presidente nega todas as acusações em todos os processos dizendo que faltam evidências para embasar as denúncias, além de afirmar que seu cliente é alvo de "perseguição política".

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