02/11/2010 - 16h19

PT quer adiar discussão com PMDB sobre a presidência da Câmara

Maurício Savarese
Do UOL Eleições
Enviado a Brasília

A composição do governo de Dilma Rousseff será separada da questão sobre a sucessão de Michel Temer (PMDB-SP) na presidência da Câmara dos Deputados. A afirmação é do presidente do PT, José Eduardo Dutra, que, nesta terça-feira (2), indicou o vice-presidente eleito para participar do grupo de transição com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

Após reunião na residência de Dilma, Dutra disse que o assunto será inevitável nas conversas com peemedebistas – como no jantar oferecido por Temer nesta noite. Mas rejeitou condicionar a formação do ministério à disputa pela presidência da Câmara – onde a maior bancada a partir de 2011 será a do PT. O PMDB hoje comanda as duas Casas do Congresso, tendo José Sarney (AP) à frente do Senado.

“Uma coisa é a discussão sobre a composição do governo, outra é a presidência da Câmara e outra é a presidência do Senado”, disse o petista. “O jantar de hoje é para ouvir o PMDB. Mas não devemos misturar as duas coisas, são assuntos diferentes”, completou, referindo-se à composição do ministério e a sucessão de Temer na Câmara. O PT elegeu 88 deputados federais e o PMDB, 79.

Candidatos

Questionado sobre se seria mantida a tradição da Casa, na qual o maior partido fica com a presidência, Dutra respondeu: “Não necessariamente”. “Essa foi uma tradição”, disse ele. Entre 2007 e 2009, o petista Arlindo Chinaglia presidiu a Câmara apesar de a maior bancada ser, na época, a do PMDB. O peemedebista Eduardo Henrique Alves (RN) já faz campanha para o cargo. Cândido Vaccarezza (SP) é o nome do petismo.

Dutra disse não acreditar em uma divisão dos aliados por conta da disputa pela presidência da Câmara. “Não é o assunto principal”, disse. “Não é possível que o governo comece com disputa, com conflito entre os dois maiores partidos da base.” No PT, a candidatura de Vaccarezza não é consensual. Os peemedebistas estão mais unidos em torno de Alves.

No Senado, a maior bancada será a do PMDB: 19 parlamentares a partir de 2011. O PT terá 15. O peemedebista Eunício Oliveira (CE) já se movimenta para ocupar o cargo e os petistas têm evitado comentários sobre candidatura no Senado para não atrapalhar a composição com os aliados de Temer.

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