Russomanno diz que sua participação em evento da arquidiocese está 'nas mãos' de d. Odilo

Julianna Granjeia
Do UOL, em São Paulo

O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou na tarde desta quarta-feira (19) que sua participação no colóquio entre prefeituráveis da Arquidiocese de São Paulo está "nas mãos" do cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano.

"Não vou falar muito sobre isso. Me reunir com ele antes do colóquio e não participar, caso não haja esse encontro antes, é orientação da minha campanha."

Perguntado sobre o motivo da reunião com o arcebispo, ele respondeu: "Porque estou sendo atacado".

Segundo a Folha, o arcebispo respondeu ao deputado estadual Campos Machado (PTB), coordenador político da campanha de Russomanno, que está com a agenda "muito carregada" e que estudaria uma data para recebê-lo "nos próximos dias".

A campanha do PRB e seus aliados trabalham para reduzir os danos da ofensiva deflagrada pela arquidiocese contra a Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) e a candidatura de Russomanno.

No último domingo, dom Odilo orientou os padres de cerca de 300 paróquias a ler na missa um texto sobre "voto consciente", com críticas veladas à candidatura do líder da corrida eleitoral.

A leitura foi resposta a um artigo do presidente do PRB e coordenador da campanha de Russomanno, Marcos Pereira, que ligava a Igreja Católica à distribuição de cartilha anti-homofobia, batizado por evangélicos de "kit gay", elaborado pelo Ministério da Educação na gestão de Fernando Haddad, hoje candidato do PT à prefeitura.

O texto de Pereira, bispo licenciado da Igreja Universal, foi publicado em maio de 2011, mas voltou a circular recentemente nas redes sociais.

Encontro com taxistas e assinatura de termos

Russomanno participou na tarde de hoje de um encontro com taxistas no Sinditaxisp (Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo). O evento não fez parte de sua agenda pública e, portanto, os jornalistas não acompanharam.

O candidato contou, após assinatura do pacto pela transparência municipal, do compromisso por uma cidade sustentável e do programa Cidades do Esporte, que foi esclarecer sua proposta para a categoria.

Russomanno explicou que o subsídio que ele propõe é a isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadores e Bens de Serviços) municipal na gasolina.

"Fizeram um monte de fofoca [sobre a proposta] para desestabilizar a campanha e eu fui lá esclarecer", disse o candidato.

Ele também comentou sobre a matéria do jornal "Valor Econômico" de hoje, que segundo avaliação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) eleito pelo PSDB em 1994, Russomanno votou contra os assalariados nove vezes em dez projetos considerados como prioritários no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Foi a favor, por exemplo, da exigência de idade mínima e do aumento de 40% no tempo de contribuição ao INSS para se aposentar. As informações do Diap foram usadas pelo candidato Paulinho da Força (PDT) no debate de segunda-feira (17). No mesmo debate, Gabriel Chalita (PMDB) questionou o candidato do PRB por não ter assinado os pactos do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, assinados hoje.

O candidato afirmou que seus votos não foram contrários aos trabalhadores e, sim, a favor da "governabilidade".

"Naquela época a inflação era alta e a estabilidade dependia de governabilidade. Eu estava na Câmara representando a população como um todo e tenho noção de governo", disse.

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