Campanha de Paes estima gastar quase o mesmo que os demais candidatos no Rio juntos
Fabio Leite
Do UOL, no Rio
Com uma aliança formada por 20 partidos, a coligação do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), prevê gastar nesta campanha pela reeleição quase o mesmo valor que todos os seus adversários juntos.
A campanha de Paes informou ao TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) que o limite máximo de gastos será de R$ 25 milhões. A coligação já foi homologada e já pode receber doações de pessoas físicas e jurídicas.
Paes tem sete adversários no páreo. Juntos, os candidatos rivais preveem gastar no máximo R$ 25,2 milhões.
Procurada, a campanha de Paes informou que os R$ 25 milhões se referem ao limite de gastos da campanha majoritária e que o valor inclui todas as despesas da coligação formada por 20 partidos.
Do lado da oposição, a projeção de arrecadação mais animadora é a da campanha do deputado federal Rodrigo Maia (DEM), que tem como vice na chapa a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR). O teto definido pela coligação dos filhos de Cesar Maia e Anthony Garotinho é de R$ 9 milhões.
Na sequência, com R$ 7 milhões de teto, aparece a campanha da deputada estadual Aspásia Camargo (PV), seguida do tucano Otávio Leite, com R$ 4,5 milhões, e do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), com R$ 2,5 milhões.
Completam a relação os candidatos Fernando Siqueira (PPL), com R$ 2 milhões, Cyro Garcia (PSTU), com R$ 200 mil, e Antonio Carlos Silva (PCO), com R$ 50 mil.
706% a mais
Se arrecadar até o teto estipulado, a campanha à reeleição de Paes custará 706% a mais do que sua eleição a prefeito em 2008.
Naquela disputa, o peemedebista arrecadou R$ 3,1 milhões e gastou R$ 2,7 milhões. A maior parte das despesas (R$ 700 mil) foi com a produção de programas de rádio, televisão e vídeo.
Na campanha atual, esse gasto deve ser muito superior, já que Paes terá mais tempo de propaganda do que todos os adversários juntos graças à coligação de 20 partidos.
O cálculo exato será definido pelo TRE-RJ em agosto, quando começa o horário eleitoral gratuito.
Regra
A definição de um teto de gastos de campanha é uma exigência da Justiça Eleitoral. Muitas coligações superestimam os valores para não correrem o risco de exceder o limite, principalmente nos casos em que a disputa vai para o segundo turno.
Gastar além do limite fixado pode resultar em multa de 5 a 10 vezes o valor excedido. Além disso, o candidato pode responder por abuso do poder econômico.
O limite de gastos é apresentado pelos partidos e coligações no ato do registro da candidatura e só pode ser alterado mediante solicitação à Justiça Eleitoral quando houver um fato imprevisível cujo impacto na campanha inviabilize o teto.







