15/10/2010 - 16h44

Campanha de Serra distribui santinho com frase: "Jesus é a verdade"

Rosanne D'Agostino
Do UOL Eleições
Em São Paulo

Em um segundo turno imerso na temática religiosa, a campanha do presidenciável José Serra (PSDB) distribuiu nesta sexta-feira (15) santinhos com a inscrição “Jesus é a verdade e a justiça”, atribuindo a frase ao candidato.

A frase foi dita pelo candidato durante visita à Expo Cristã, em 7 de setembro deste ano, no primeiro turno das eleições. "Não sou cristão de boca de urna", afirmou o tucano. "Jesus é a verdade e a justiça, valores que fazem bem ao povo e que faria bem na política. Verdade e a justiça é o que o povo deseja."

Os cartões foram distribuídos durante encontro de Serra com cerca de 1.500 professores na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. Durante o discurso, porém, assuntos como o aborto, união civil entre homossexuais e religião ficaram de fora. O tucano aproveitou para falar de educação, em razão do Dia dos Professores.

Serra atacou o governo federal, afirmando que o vazamento de dados de estudantes no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi fruto da “frouxidão” da administração, que transformou a prova em instrumento eleitoral. “[O governo] Foi frouxo nesse trabalho. Não é por maldade, não é porque o governo queria isso. Mas o que aconteceu? Foi pela frouxidão, pelo propagandismo”, criticou.

Carta a religiosos
Pressionada pelos segmentos religiosos, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, assinou uma carta em que afirma ser "pessoalmente contra o aborto". O documento não cita diretamente a polêmica em torno da união civil entre homossexuais e opta por compromissos genéricos em relação a outros temas-tabus sustentando que, se eleita, não pretende promover "nenhuma iniciativa que afronte à família".

Em relação ao aborto, Dilma afirma que não partirá dela nenhuma iniciativa para legalizar o procedimento e que ela defenderá "a manutenção da legislação atual sobre o assunto", que só permite a prática em casos de estupro e risco de morte para a mãe. Antes de ser candidata, Dilma defendia abertamente a descriminalização da prática.

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