De acordo com o desembargador Alberto Motta Moraes, vice-presidente do TRE-RJ, Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, ao todo são 24 áreas que serão cobertas pelas Forças Armadas durante a campanha eleitoral no Rio de Janeiro.
Motta Moraes aproveitou a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais, na manhã desta segunda-feira (8), para conversar com o presidente do TSE, Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, sobre a possibilidade de novas atividades a serem desenvolvidas pela Justiça Eleitoral em conjunto com as Forças Armadas, como a fiscalização de propaganda irregular e o atendimento ao eleitor.
Segundo o desembargador, a forma de atuação das Forças Armadas nas eleições do Rio de Janeiro será definida pelas próprias Forças. "As três primeiras participações dessa operação vão definir o comportamento para mais adiante. Não é uma coisa que vai ser definida numa primeira intervenção ou numa segunda colocação", disse o desembargador. "Quando acontece uma investida da Polícia Militar no Complexo do Alemão, por exemplo, os policiais vão com trinta ou quarenta homens. Dessa vez, o que vai acontecer é que um efetivo muito mais significativo vai ocupar essas áreas, então, a possibilidade de confronto sempre há, mas eu acredito que ela é muito remota", disse Motta Moraes.
Além das Forças Armadas, a operação vai contar com as Polícias Militar e Civil do Rio, a Polícia Federal e Rodoviária Federal. "A própria Justiça Eleitoral do RJ vai se fazer presente", comentou o desembargador, durante o evento em Brasília.
Até o dia das eleições
O desembargador disse que já existem estudos complementares para que, se necessário, as Forças Armadas continuem no Rio de Janeiro até no próprio dia das eleições e permaneçam mobilizadas em caso de disputa de segundo turno em municípios do estado.
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