O candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), da coligação "Vamos Arrumar o Rio" disse na manhã desta quarta-feira (23) que não aceita que as favelas do Rio de Janeiro estejam sendo transformadas em currais eleitorais. "Não me conformo com a minha cidade dividida desse jeito", disse Crivella, durante caminhada no morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.
O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) tem recebido denúncias anônimas, nos últimos dias, de que candidatos a vereador estariam sendo proibidos de fazer campanhas em determinadas comunidades, controladas por mílicias e pelo tráfico de drogas. Traficantes e milicianos estariam querendo garantir o voto de moradores a candidatos indicados por eles.
Crivella declara que vai continuar fazendo campanha nas comunidades. "Vou continuar subindo o morro. Não aceito barreira, isso fere o meu senso de dignado", comentou. O candidato tem programada para hoje uma outra caminhada na favela da Rocinha, zona oeste da capital.
Nessa terça (22), a candidata a vereadora pelo PT, Ingrid Gerolimich, foi escoltada para fazer campanha na favela da Rocinha. A candidata disse que, anteriormente, havia recebido recado dos moradores de que os traficantes do local não queriam que candidatos não indicados por eles visitassem a comunidade.
Outra candidata a vereadora, Clara Strauss (PP), também afirmou ter sido impedida de fazer campanha eleitoral no morro Dona Marta, na zona sul do Rio, há cerca de 15 dias. Segundo ela, um morador do Dona Marta a alertou de que não seria bem-vinda, pois já havia preferência no morro por um candidato local.