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04/10/2006 - 12h23

Para Lula, oposição evita comparação porque elas são "mortais"

Por Ricardo Amaral
Reuters
Em Brasília

O presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira que a oposição o ataca no terreno da corrupção e da ética para evitar comparações econômicas, sociais e administrativas entre seu governo e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

EFE
Lula gesticula durante reunião com governadores eleitos nesta quarta-feira
"QUERO DISCUTIR ÉTICA", DIZ LULA
"Nós queremos discutir profundamente ética, discutir corrupção. Acho que o povo brasileiro merecia uma discussão melhor, mas se quiserem enveredar por aí, nós vamos discutir e colocar na mesa as coisas que têm que ser ditas", disse Lula durante a parte aberta à imprensa do encontro que teve com governadores eleitos.

"Numa campanha em que as pessoas não têm argumento para debater sobre política econômica, política social e desenvolvimento (...) porque os números comparativos são mortais com relação aos oito anos deles, vão buscar outra coisa qualquer para fazer a disputa política", acrescentou.

O presidente fez uma avaliação positiva sobre o resultado das urnas.

"Acho que o quadro eleitoral foi bom para os partidos da base", realçando novamente as vitórias do PT contra os governos do PFL em Sergipe e na Bahia. "Nossos adversários saíram com menos força do que tinham antes, ficaram com os Estados que já tinham."

"Vamos às ruas, preparem-se", prometeu Lula.

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