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05/08/2006 - 16h58

Lula diz que fará campanha sem ataques à oposição

Em São Paulo

Maurício Lima/AFP - 05.ago.06

Mercadante, Lula e Marta fazem comício na zona leste de SP

Mercadante, Lula e Marta fazem comício na zona leste de SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez neste sábado (5/8) o primeiro comício da campanha à reeleição no Estado de São Paulo, prometendo evitar agressões aos outros candidatos. Lula discursou em palanque montado na praça Felisberto F. da Silva, em São Mateus, zona leste da cidade.

Também participaram do evento os candidatos do PT ao governo do Estado de São Paulo, Aloizio Mercadante, e ao Senado, Eduardo Suplicy, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

Tranqüilo na posição de líder nas pesquisas de intenção de voto, Lula preocupou-se mais em defender a candidatura de Mercadante e se mostrar inabalado com as críticas da oposição.

"Vocês viram que em nenhum momento eu fiquei nervoso, em nenhum momento eu citei o nome de nenhum deles. E não vou citar. Vou fazer uma campanha sem citar nome dos meus agressores."

Segundo ele, a resposta virá na votação. "A única promessa que quero dizer a vocês é que aquele que me agredir mais é no Estado dele que vou ter mais voto. Vocês vão ver na Bahia...vão ver no Estado do Amazonas...em Santa Catarina", disse ele.

Lula, no entanto, pediu parceria entre os governos federal e estadual, e prometeu atenção especial para a educação.

"O que nós precisamos é cuidar para que nenhuma criança saia da sala de aula sem ter aprendido o que o professor falou", disse o presidente-candidato, após exaltar a criação dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) na gestão de Marta Suplicy.

"O tema da educação vai ser o eixo principal do segundo mandato do governo Lula", disse Berzoini, que aproveitou para mencionar também a proposta de uma Assembléia Constituinte para uma reforma política, a que se colocou favorável.

A união entre Presidência e governo do Estado também foi defendida por Mercadante, citando a problemática questão de segurança no Estado.

"Nós temos que tratar com prioridade a questão da segurança e trabalhar em parceria do governo federal com o governo estadual."

Ao contrário de Lula, Mercadante se referiu a concorrentes e atacou o tucano José Serra, líder nas pesquisas para governador.

"Ele abandonou a cidade, não cumpriu a palavra, não cumpriu o que assinou, porque ele disse que ia ficar até o final do governo".

Lula frisou o controle da inflação, definido por ele como "um milagre sem fazer mágica". "Quando ganhei as eleições, um salário mínimo comprava 1,3 cesta básica. Hoje, a gente compra 2,4 cestas básicas", completou.

Após seu discurso, de aproximadamente 30 minutos, Lula desceu do palanque para cumprimentar os eleitores. De lá, ele seguiu para outro evento na cidade de Campinas.

Uma caminhada que estava prevista para acontecer na avenida Mateus Bei não foi realizada.

De acordo com a assessoria de imprensa da campanha de Lula, havia cerca de 7.000 pessoas no local.

O comício contou também com a presença de outros dirigentes do Partido dos Trabalhadores, sindicalistas e candidatos a deputado estadual e federal.



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