
Yeda Crusius(PSDB)Olívio Dutra(PT)
Nome: Yeda Rorato Crusius
Nascimento: 26/07/1944, em São Paulo Formação profissional: economia Hobbies: ler, ouvir música e jogar vôlei |
PSDB rompe polaridadeMarcelo Gutierres
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Nome: Olívio de Oliveira Dutra
Nascimento: 10/06/41, em Bossoroca (RS) Formação profissional: bancário e graduado em letras Hobbies: ler, andar de bicicleta e ouvir música |
A trajetória de Yeda
Yeda Rorato Crusius, 62, nasceu em São Paulo. Seus antepassados vieram da Itália em busca de oportunidades. Dividiram-se. Parte deles foi para Minas Gerais e, mais tarde, radicou-se na capital paulista. A outra ficou no Rio Grande do Sul. Yeda Crusius tem quatro irmãos. Da mãe, herdou o gosto pelo vôlei. Do pai, a paixão pela política. Yeda formou-se em economia pela USP (Universidade de São Paulo). Foi para os Estados Unidos fazer o mestrado. Lá conheceu Carlos Augusto Crusius, natural de Passo Fundo. Casaram-se e mudaram-se para o Rio Grande do Sul em 1970. Eles têm um casal de filhos e quatro netos. Por duas vezes, Yeda Crusius disputou a corrida pela prefeitura de Porto Alegre. A primeira foi em 1996, ao tentar quebrar a hegemonia petista que já durava oito anos. Ela ficou em segundo lugar. E em 2000, também não obteve sucesso. Antes, em 1994, a tucana conseguira se eleger deputada federal. Iniciava-se sua carreira parlamentar. Como deputada federal, Yeda conseguiu se reeleger em duas outras oportunidades: em 1998 e em 2002. Ao longo de seus mandatos, ampliou sua influência dentro do PSDB: ingressou na Executiva Nacional em 1995, comandou o Secretariado Nacional da Mulher de 1998 a 2001 e presidiu o Instituto Teotônio Vilela, uma espécie de escola de quadros tucana, entre 2001 e 2003. Em 1999, a candidata tucana foi a primeira mulher a presidir a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, a mais importante comissão da área econômica na Casa. Foi também a primeira mulher – e única até hoje – a assumir a vice-presidência da Comissão Mista de Orçamentos do Congresso Nacional, uma das principais do Parlamento. Em várias ocasiões ao longo do ano de 1995 exerceu a presidência da comissão. Atual presidente do PSDB gaúcho, Yeda tem como experiência mais expressiva no executivo o cargo de Ministra-Chefe da Secretaria de Planejamento, em 1993, durante o governo Itamar Franco [1992-1994]. |
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A trajetória de Olívio
Olívio de Oliveira Dutra, 65, nasceu em Bossoroca, no interior do Rio Grande do Sul. Filho de uma família de pequenos agricultores - Cassiano Xavier Dutra e Amélia de Oliveira - é casado, desde 1968, com Judite da Rocha Dutra, com quem teve dois filhos: Espártaco e Laura. É formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Olívio foi deputado federal constituinte, governador do Estado e ministro das Cidades no governo Lula. Funcionário do Banrisul, elegeu-se presidente do Sindicato dos Bancários da capital, em 1975. Quatro anos depois, foi preso e teve seu mandato sindical cassado pela ditadura militar por ter sido um dos líderes da greve geral dos trabalhadores no Rio Grande do Sul. Um dos fundadores do PT, em 1980, Olívio foi presidente estadual do partido até 1986 e eleito para a presidência nacional no ano seguinte. Em 1982, perdeu a eleição para governador, obtendo 50.713 votos, mas ajudou a consolidar a estruturação do partido no Estado. Em 1988, Olívio Dutra venceu as eleições para a prefeitura de Porto Alegre, implementando o Orçamento Participativo e inaugurando na capital uma seqüência de administrações petistas. Em 1994, foi candidato ao governo do Estado, em uma das eleições mais disputadas da história do Rio Grande do Sul. Não obteve sucesso: Antonio Britto (PMDB) ganhou a eleição. A vitória veio em 1998. Olívio elegeu-se governador do Rio Grande do Sul com cerca de 51% dos votos válidos. No Palácio do Piratini, implantou o Orçamento Participativo estadual. No seu governo também foi criada a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e implantado o seguro agrícola. Como ministro das Cidades, cargo que deixou em 2005, Olívio Dutra propôs a Lei do Saneamento, aprovada em julho deste ano. Com isso, ficou garantido o marco regulatório para o setor, esperado havia 20 anos. Dutra conseguiu aprovar depois de 13 anos o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, para atender famílias de baixa renda. |