UOL EleiçõesUOL Eleições

Yeda Crusius

(PSDB)

Olívio Dutra

(PT)

Nome: Yeda Rorato Crusius
Nascimento: 26/07/1944, em São Paulo
Formação profissional: economia
Hobbies: ler, ouvir música e jogar vôlei

PSDB rompe polaridade

Marcelo Gutierres
Em São Paulo

Yeda Crusius e Olívio Dutra surpreenderam o governador Germano Rigotto, apontado pelas pesquisas como dono de vaga no 2º turno. E Yeda, a mais votada do 1º turno, quebra uma polaridade de 12 anos entre PT e PMDB.

Yeda sofreu um sério revés quando parte da equipe de produção deixou a campanha. Programas de TV tiveram de ser reprisados. Na reta final, entretanto, a tucana contou com a ajuda do crescimento da candidatura de Geraldo Alckmin no Estado.

Governador entre 1999 e 2002, Dutra tenta voltar ao Palácio do Piratini apresentando ao eleitor algumas idéias já aplicadas quando dirigiu o Estado. "O Orçamento Participativo será aperfeiçoado", afirma.

Durante o primeiro turno, o ex-ministro das Cidades [2002-2005] tentou colar a sua imagem à do presidente Lula. O ex-prefeito de Porto Alegre prega uma parceria com a União, sobretudo para tentar reverter um déficit público estimado em R$ 1,5 bilhão.

Nome: Olívio de Oliveira Dutra
Nascimento: 10/06/41, em Bossoroca (RS)
Formação profissional: bancário e graduado em letras
Hobbies: ler, andar de bicicleta e ouvir música

A trajetória de Yeda

Yeda Rorato Crusius, 62, nasceu em São Paulo. Seus antepassados vieram da Itália em busca de oportunidades.

Dividiram-se. Parte deles foi para Minas Gerais e, mais tarde, radicou-se na capital paulista. A outra ficou no Rio Grande do Sul. Yeda Crusius tem quatro irmãos. Da mãe, herdou o gosto pelo vôlei. Do pai, a paixão pela política.

Yeda formou-se em economia pela USP (Universidade de São Paulo). Foi para os Estados Unidos fazer o mestrado. Lá conheceu Carlos Augusto Crusius, natural de Passo Fundo. Casaram-se e mudaram-se para o Rio Grande do Sul em 1970. Eles têm um casal de filhos e quatro netos.

Por duas vezes, Yeda Crusius disputou a corrida pela prefeitura de Porto Alegre. A primeira foi em 1996, ao tentar quebrar a hegemonia petista que já durava oito anos. Ela ficou em segundo lugar. E em 2000, também não obteve sucesso. Antes, em 1994, a tucana conseguira se eleger deputada federal. Iniciava-se sua carreira parlamentar.

Como deputada federal, Yeda conseguiu se reeleger em duas outras oportunidades: em 1998 e em 2002. Ao longo de seus mandatos, ampliou sua influência dentro do PSDB: ingressou na Executiva Nacional em 1995, comandou o Secretariado Nacional da Mulher de 1998 a 2001 e presidiu o Instituto Teotônio Vilela, uma espécie de escola de quadros tucana, entre 2001 e 2003.

Em 1999, a candidata tucana foi a primeira mulher a presidir a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, a mais importante comissão da área econômica na Casa. Foi também a primeira mulher – e única até hoje – a assumir a vice-presidência da Comissão Mista de Orçamentos do Congresso Nacional, uma das principais do Parlamento. Em várias ocasiões ao longo do ano de 1995 exerceu a presidência da comissão.

Atual presidente do PSDB gaúcho, Yeda tem como experiência mais expressiva no executivo o cargo de Ministra-Chefe da Secretaria de Planejamento, em 1993, durante o governo Itamar Franco [1992-1994].

Frases

"É necessária a duplicação urgente da
RS-118. Projeto tem, o que falta? Uma governadora que faça"

Yeda Crusius, durante palestra em Canoas (RS)


"O governo Rigotto está reduzindo cursos e vagas na Uergs [Universidade Estadual do Rio Grande do Sul]"

Olívio Dutra, ao falar sobre ações do atual governador na educação

PROPOSTAS DE YEDA

A principal proposta de Yeda Crusius é zerar o déficit público, estimado em R$ 1,5 bi, em dois anos. Ela diz que seguirá medidas encabeçadas pela Assembléia para combater o rombo nas contas públicas. Uma delas é o congelamento dos salários nos três poderes. Yeda promete, também, combater a informalidade.

PROPOSTAS DE DUTRA

Além de retomar o Orçamento Participativo, Dutra diz que pretende reduzir alíquotas de ICMS para alguns produtos e zerar o imposto para outros, congelar altos salários, criar um fundo para conter o déficit previdenciário e implementar cisternas e açudagem, no curto prazo, para minimizar os efeitos da estiagem.

A trajetória de Olívio

Olívio de Oliveira Dutra, 65, nasceu em Bossoroca, no interior do Rio Grande do Sul. Filho de uma família de pequenos agricultores - Cassiano Xavier Dutra e Amélia de Oliveira - é casado, desde 1968, com Judite da Rocha Dutra, com quem teve dois filhos: Espártaco e Laura. É formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Olívio foi deputado federal constituinte, governador do Estado e ministro das Cidades no governo Lula. Funcionário do Banrisul, elegeu-se presidente do Sindicato dos Bancários da capital, em 1975.

Quatro anos depois, foi preso e teve seu mandato sindical cassado pela ditadura militar por ter sido um dos líderes da greve geral dos trabalhadores no Rio Grande do Sul.

Um dos fundadores do PT, em 1980, Olívio foi presidente estadual do partido até 1986 e eleito para a presidência nacional no ano seguinte. Em 1982, perdeu a eleição para governador, obtendo 50.713 votos, mas ajudou a consolidar a estruturação do partido no Estado.

Em 1988, Olívio Dutra venceu as eleições para a prefeitura de Porto Alegre, implementando o Orçamento Participativo e inaugurando na capital uma seqüência de administrações petistas. Em 1994, foi candidato ao governo do Estado, em uma das eleições mais disputadas da história do Rio Grande do Sul. Não obteve sucesso: Antonio Britto (PMDB) ganhou a eleição.

A vitória veio em 1998. Olívio elegeu-se governador do Rio Grande do Sul com cerca de 51% dos votos válidos. No Palácio do Piratini, implantou o Orçamento Participativo estadual. No seu governo também foi criada a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e implantado o seguro agrícola.

Como ministro das Cidades, cargo que deixou em 2005, Olívio Dutra propôs a Lei do Saneamento, aprovada em julho deste ano. Com isso, ficou garantido o marco regulatório para o setor, esperado havia 20 anos. Dutra conseguiu aprovar depois de 13 anos o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, para atender famílias de baixa renda.