01/09/2006 - 14h19
Na TV, Quércia e Mercadante atacam promessas de Serra para saúde
Da Redação
Em São Paulo
Depois de uma breve trégua, os principais candidatos ao governo do Estado de São Paulo voltaram a atacar o líder nas pesquisas de intenção de votos, José Serra (PSDB). Orestes Quércia (PMDB) e Aloizio Mercadante (PT) escolheram o tema saúde e tentaram mostrar em seus programas que o ex-prefeito de São Paulo não cumpriu as promessas de campanha.
O programa petista colocou no ar um trecho de uma propaganda eleitoral de Serra, quando fazia campanha para se eleger prefeito de São Paulo. Serra promete, no programa, fazer um mutirão para agendamento de consultas e exames, para acabar com as filas. Mercadante mostrou uma "vítima" do sistema de saúde paulistano, que diz estar, há meses, à espera de uma consulta.
O candidato do PT expôs ainda as suas propostas para a saúde, falou da sua atuação no Senado Federal e exibiu mais um depoimento do presidente Lula, que disse que "quem conhece Mercadante sabe que ele vai governar para todos, sem discriminação".
O programa do PMDB disse que "o candidato do governo mostra um mundo faz de conta" e também mostrou um trecho de uma propaganda eleitoral do tucano, quando era candidato à prefeitura de São Paulo. Quércia também criticou os programas de saúde que Serra diz ter implantado no município de São Paulo.
O candidato do PMDB falou das suas realizações na área da saúde quando foi governador do Estado e também expôs suas propostas para um possível novo mandato "porque fiz muito pela saúde já, mas o importante agora é o que vou fazer ainda", disse Quércia.
José Serra não respondeu às críticas dos seus adversários e dedicou o seu programa desta sexta-feira (1/9) "à moçada". Falou sobre escolas técnicas "que é o que a moçada quer" e prometeu dobrar o número dos estabelecimentos que já existem no Estado.
Serra lembrou do tempo em que era estudante e mostrou muitas imagens de campanhas, nas quais aparece em caminhadas com jovens. "O governador que pensa no futuro também tem que sonhar junto com os jovens, mas na hora de pensar no dinheiro público é pé no chão e responsabilidade", disse o candidato.
Carlos Apolinário (PDT) atacou não só a política do PSDB, mas a do PT também. Disse que a situação que São Paulo vive hoje é culpa dos dos partidos, "que transformaram a segurança pública em guerra política e não resolveram o problema". Apolinário disse que por ser "um homem de fé" acredita na recuperação dos presos e que irá investir nos presídios, se for eleito governador.
Mário Guide (PSB) deixou de falar na "casa socialista", que vinha sendo o tema de seus últimos programas, e utilizou o tempo para mostrar deputados e prefeitos que apóiam a sua candidatura. Plínio Sampaio (PSOL) falou de segurança pública.
José Serra foi o alvo também de alguns nanicos. Cunha Lima (PSDC) criticou a ausência do tucano nos debates e Roberto Sarli Júnior (PAN) questionou a promessa de Serra de enviar medicamentos pelo correio.