Aloizio Mercadante (PT) e Orestes Quércia (PMDB) retomaram os ataques ao candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, na propaganda eleitoral levada ao ar na noite desta quarta-feira (30/08). O petista acusou os governos tucanos de investir mais na Febem do que na rede estadual de ensino. A propaganda do ex-governador acusou a de Serra de mentir, ao afirmar que a saúde da capital melhorou quando o tucano era prefeito.
O programa do peemedebista mostrou cenas expostas pela propaganda de Serra, destacando projetos tucanos supostamente bem sucedidos, e as qualificou como "mundo de faz-de-conta". A locutora de Quércia afirmou que a propaganda do PSDB mentiu e, a seguir, apresentou depoimentos de moradores da capital reclamando do atendimento que receberam na rede municpal de saúde.
O próprio Quércia afirmou que Serra faz propostas "mirabolantes" e que, sob o comando do tucano, a saúde paulistana "demorou meses para fazer exames e anos para tratar doenças.
Na seqüência, o ex-governador apresentou suas propostas para a saúde. Quércia prometeu reforçar o time de médicos das Unidades Básicas de Saúde (UBS) com ginecologistas. Disse que vai e equipar as UBSs com aparelhos de raixo X e permitir que façam a coleta de exames.
"Dá para resolver metade dos problemas com isso", declarou Quércia, que também prometeu fazer convênios com hospitais particulares "com grande capacidade ociosa" para resolver "a outra metade" dos problemas de São Paulo na saúde.
Laptops a R$ 220A propaganda de Mercadante começou com a acusação de que, em 12 anos, os governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin investiram mais na construção de unidades da Febem do que na qualifdade das escolas estaduais. Mercadante argumentou que, sem boas escolas, as frianaçs mais pobres ficam mais vulneráveis ao ingresso na criminalidade.
O petista prometeu implantar o programa "Paixão pela Educação", que prevê a compra de computadores portáteis laptops para todas as escolas de ensino fundamental da rede estadual. Mercadante apresentou um aparelho lançado no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), fabricado ao custo de R$ 220 por uma organização internacional sem fins lucrativos, específico para ser usado em escolas.
"Um jovem na Febem custa cem vezes mais: R$ 22 mil por ano", disse Mercadante, justificando a compra dos laptops. O candidato afirmou que o governo Lula já formalizou interesse na aquisição dos aparelhos.
A propaganda de Mercadante foi encerrada por seu novo cabo eleitoral, o senador Eduardo Suplicy (PT), favorito para a reeleição em seu cargo. "Pedi seu voto em Aloizio Mercadante para senador em 2002, e ele foi eleito. Agora, peço seu voto em Mercadante para governador", disse Suplicy.
Dobrar as FatecsJosé Serra também falou sobre educação nesta quarta-feira. A propaganda repetiu imagens de sua carreira, enfatizando seu ingresso na Escola Politécnica da USP e seus estudos no exterior. A seguir, o programa informou que Serra acabou com as escolas de lata quando prefeito da capital e criou a Virada Cultural, maratona de eventos durante 24 horas.
Dirigindo-se à "moçada" e à "rapaziada", Serra prometeu investir nas escolas técnicas, criando unidades em Sapopemba, para o curso de técnico de vendas, e no Parque da Juventude, com o curso de enfermagem. O tucano também prometeu dobrar o número de unidades das Fatecs (Faculdades de Tecnologia) e implantar unidades em Bauro, São Carlos Lins, Franca, São Joaquim da Barra e Itapecerica da Serra.
José Serra também recebu bordoadas de Cunha Lima, candidato do PSDC, que destacou o fato de o tucano ter deixado a prefeitura um ano e três meses após tê-la assumido. Cunha Lima também afirmou que "pesquisa não elege governador", citando eleição de 1988, quando Luíza Erundina, então no PT, foi eleita prefeita de São Paulo apesar de as pesquisas apontarem a viotória de Paulo Maluf.
O tucano foi lembrado, ainda, por Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que afirmou que os tucanos pretendem privatizar o sistema de saúde. "Os pobres enfrentarão filas intermináveis".
Outro a criticar Serra foi Carlos Apolinário (PDT), que bateu na tecla do não cumprimento do mandato na capital.
Entre os candidatos ao Senado, a propaganda de Suplicy respondeu aos ataques que vem recebendo de Guilherme Afif (PFL), lembrando que o petista tem 42% de intenção de votos segundo o Datafolha enquanto o pefelista chega a 6%.
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