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30/08/2006 - 14h29

Candidatos falam de propostas e deixam críticas de lado

Da Redação
Em São Paulo
Os candidatos mais bem colocados nas pesquisas de opinião -- José Serra (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT) -- voltaram a apostar na defesa de propostas e deixaram as críticas de lado no programa eleitoral da tarde desta quarta-feira (30/8).

O candidato tucano usou o programa para mostrar propostas para o interior do Estado. Serra disse que vai investir na modernização de aeroportos e estradas, caso seja eleito. Também prometeu aumentar o crédito para o pequeno agricultor.

O tucano disse ainda que vai ampliar o programa Viva Leite, comprando leite de pequenos produtores, se for eleito. O ex-prefeito da capital também afirmou que construirá no interior os centros regionais de especialidades médicas.

"Investir no interior melhora a vida do Estado inteiro", disse.

O programa do ex-prefeito voltou a enaltecer os cargos já exercidos por Serra, sem fazer qualquer referência ao também tucano Geraldo Alckmin.

Ao final do horário, um apresentador ironizou: "Serra mostra o que já fez e o que vai fazer; mas quem nunca fez nada por São Paulo, tem cada uma ..." O programa de Serra é seguido pelo horário eleitoral de seu principal adversário, o senador Aloizio Mercadante (PT).

Aloizio voltou a colar sua imagem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. O senador Eduardo Suplicy também foi cabo eleitoral do petista no programa desta quarta-feira.

"Já pedi votos para Mercadante para o Senado. Agora peço votos para Mercadante virar governador de São Paulo", disse Suplicy.

Mercadante também manteve a estratégia de mostrar sua biografia e as realizações do PT no plano federal. E disse que o Estado de São Paulo precisa de "sangue novo, renovação".

O programa voltou a citar que Mercadante ajudou a triplicar o orçamento para merenda escolar do Estado e conseguiu atrair R$ 5 bilhões para investimentos para a habitação de São Paulo.

O candidato resumiu algumas de suas propostas, como a Força-tarefa Nacional -- união de polícias para combater o crime organizado -- e o fim da aprovação automática no ensino público.

O programa de Orestes Quércia (PMDB) voltou a apontar que a eleição "caminha para segundo turno", mostrando dados de pesquisa em que Serra cai e ele tem aumento nas intenções de voto.

O programa mostrou obras feitas durante a gestão Quércia, e o candidato fez críticas tímidas ao governo PSDB. "São Paulo vai mal, ensino ruim, desemprego e violência", disse.

Quércia voltou a dizer que segurança, educação e emprego estão interligados. Prometeu reestabelecer "com pulso firme" a autoridade do governo e retomar obras, como estradas, metrô e casas populares.

O ex-governador também disse que, se eleito, vai trazer empresas de volta, que saíram durante o governo PSDB.

Carlos Apolinário (PDT) usou seu espaço para criticar José Serra. O pedetista disse que Serra renunciou e não cumpriu seus compromissos com a cidade de São Paulo. "Quem vai votar no Serra não poderá reclamar", sentenciou.

Apolinário prometeu acabar com as filas e a demora nos hospitais públicos e investimentos na área de exames preventivos.

O candidato do PSB, Mário Guide, criticou a falta de construção de moradias populares no Estado. Guide prometeu construir 1 milhão de casas populares em quatro anos pelo projeto Casa Socialista.

Plínio Arruda Sampaio (PSOL) defendeu que a saúde não pode ser tratada como negócio. O candidato disse que é preciso fazer diversas melhorias no sistema de saúde do Estado para atender bem a população.