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29/08/2006 - 01h06

Nas considerações finais do debate em SP, candidatos reafirmam promessas

Da Redação
Em São Paulo
No quinto e último bloco do debate realizado pela Rede Bandeirantes na noite desta segunda-feira (28), os candidatos ao governo de São Paulo tiveram tempo para suas considerações finais. O primeiro a falar foi Aloizio Mercadante (PT), obedecendo a uma ordem inversa à do sorteio do primeiro bloco.

O petista mais uma vez criticou o PSDB lembrando que José Serra foi candidato à presidência da República porque o PSDB queria prolongar os oito anos em que esteve na presidência, "mas você, eleitor, derrotou o Serra e elegeu o Lula. O PSDB já está há 12 anos em São Paulo, temos que mudar isso também", disse.

O candidato disse que se for eleito vai cuidar da segurança pública, transformar a educação em "uma paixão", restabelecer a parceria com o governo Lula, reduzir os pedágios das estradas e fazer São Paulo voltar a ser "a locomotiva econômica" que era.

Mário Guide (PSB) lembrou o eleitor que é neto de italianos e disse que o seu avô sempre diz que São Paulo é uma terra abençoada. "Queremos transformar São Paulo em uma terra de oportunidades e democratizar acessos básicos à moradia, ao trabalho, à educação e a um bom sistema de saúde."

Carlos Apolinário (PDT) citou Leonel Brizola e os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) implantados no Rio de Janeiro e disse que pretende implantá-los também em São Paulo. O candidato lembrou de feitos que realizou quando foi presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo. "Eu sei respeitar o dinheiro público", disse Apolinário.

O candidato do PMDB, Orestes Quércia, lembrou que já foi governador e disse que sabe que hoje vivemos outros tempos, "mas tenho experiência e disposição para enfrentar os novos problemas". Quércia reafirmou seus planos de investir em segurança pública, educação e saúde.

Cláudio Mauro (PV) mostrou ao eleitor o plano de governo elaborado por seu partido. Disse que quer criar e desenvolver uma nova forma de se fazer política e aproveitou para pedir votos para os deputados do Partido Verde e também para o candidato ao Senado pelo PV.

O último a falar foi o candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio. O candidato lembrou a morte de D. Luciano Mendes de Almeida, arcebispo de Mariana, e disse que "a igreja cheia no velório do meu grande amigo demonstrava a esperança do povo pobre".

Sampaio disse ainda que para os eleitores que se perguntavam por que um homem de 76 resolveu voltar para a política nesta altura da vida e ser candidato ao governo de São Paulo, ele explicava que era para ser uma alternativa. "Nós, da Frente de Esquerda, decidimos que é preciso que você, eleitor, tenha conhecimento das duas opções para poder escolher: há dois lados, o do capital e o do povo."

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Segundo bloco: Plínio Sampaio ataca gestão Lula e esquenta debate
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Quarto bloco: os candidatos responderam a questões de jornalistas