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28/08/2006 - 22h56

Candidatos falam de educação e segurança no 1º bloco de debate sem Serra

Da Redação
Em São Paulo
Seis candidatos ao governo do Estado de São Paulo compareceram ao debate realizado pela Rede Bandeirantes na noite desta segunda-feira (28). Aloízio Mercadante (PT), Orestes Quércia (PMDB), Carlos Apolinário (PDT) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Cláudio Mauro (PV) e Mario Guide (PSB). José Serra (PSDB) não compareceu e a sua ausência ficou assinalada com a cadeira que ocuparia vazia.

No primeiro bloco, todos os candidatos responderam a uma questão formulada por internautas: diante dos últimos acontecimentos na área de segurança na cidade de São Paulo, qual será a prioridade do candidato no seu governo, aumentar gastos com segurança pública ou com educação?

O primeiro candidato a responder, escolhido por sorteio, foi Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. O candidato disse que a pergunta foi mal formulada porque o problema a se debater é o da desigualdade, pois enquanto houver diferenças imensas entre ricos e pobres, nunca se resolverá o problema da segurança.

Sampaio disse que a sociedade está fugindo do debate fundamental, que é o da redistribuição de renda para diminuir as desigualdades. "Para ter escolas que funcionem também é fundamental ter menos desigualdade." E terminou dizendo que é preciso também reduzir a superlotação dos presídios porque "não se resolve o problema da segurança com mais truculência".

Cláudio Mauro (PV) disse que é preciso fazer boas escolas para garantir formação adequada ás crianças, mas que a situação de emergência neste momento é a da segurança pública, que "ao longo desses anos todos não foi tratada com seriedade". Mauro disse que pretende investir na inteligência da polícia e na integração dos serviços, além de resolver a superlotação dos presídios.

Orestes Quércia, do PMDB, foi o terceiro a responder. O candidato voltou a chamar o sistema de progressão continuada de "ignorância continuada" e disse que para ele é fundamental resolver os problemas da educação.

Quércia, no entanto, também disse que a situação da segurança é mais emergencial e que pretende, se eleito, "restaurar a responsabilidade do governo que hoje está na mão do crime organizado". Entre os planos de Quércia está a recriação da secretaria do menor e do adolescente.

O candidato do PDT, Carlos Apolinário, foi o primeiro a criticar a ausência do ex-prefeito José Serra (PSDB). Apolinário disse que Serra não respeitou o eleitor porque "acha que já está eleito". E alertou os eleitores para o fato de Serra ter deixado a prefeitura de São Paulo um ano após eleito. "Agora ele vai renunciar ao governo para ser candidato à presidência", disse.

Mário Guide (PSB) disse que "vai começar pelo começo", criando creches para as mães trabalhadoras deixarem os seus filhos. Disse que pretende investir no ensino técnico profissionalizante. Na área da educação, o candidato disse que pretende separar os presos de acordo com a natureza do crime cometido.

Aloizio Mercadante (PT) foi o último candidato a responder. O petista disse que educação e segurança são dois direitos do cidadão "que os 12 anos de governo do PSDB e PFL não foram capazes de garantir".

Mercadante disse também que pretende investir na polícia, na integração dos serviços de inteligência e na valorização dos policiais, com rejuste de salários. O candidato do PT disse que a educação "será uma paixão absoluta" e que irá investir nos professores, para valorizar a profissão.

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Quarto bloco: os candidatos responderam a questões de jornalistas
Quinto bloco: nas considerações finais promessas são reafirmadas