Depois de um longo debate, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro puderam fazer considerações finais, dando mais uma idéia para o eleitor de suas propostas. Além de mais críticas a Sérgio Cabral, que não foi ao programa, os participantes condensaram o que havia sido dito e acrescentaram o que não havia sido abordado nas perguntas.
Primeira a falar, Eliane Cunha atacou Cabral, dizendo "aos eleitores que pensam em anular os votos, temos grandes nomes, mas não vamos votar nos ausentes". Ainda sobre os votos, defendeu que ele seja facultativo, mas disse para os jovens terem orgulho de seu primeiro voto e convidou os eleitores da terceira idade a irem às urnas também.
Sobre seu governo, afirmou que fará uma administração correta e voltada para o servidor público. Terminou dizendo que faz parte de um partido que chamam de nanico, mas que é nos pequenos frascos que se encontram as melhores fragrâncias.
Vladimir Palmeira declarou que o Estado está em decomposição e que ele não respeita a vida humana e lembrou do seu papel relevante não só combatendo as quadrilhas, mas dando condições sociais. Para Palmeira, o Estado tem de garantir educação e cultura em horário integral porque é preciso dar assistência às crianças para afastá-las das quadrilhas.
O petista seguiu criticando o governo atual, mas mostrou esperança no final. "A saúde é um caos total. Não há incentivo à cultura e os direitos dos grupos sociais oprimidos não são respeitados. Em todo caso, o Rio pode ir adiante. O Rio tem força e o povo muita energia", afirmou.
Terceiro a falar, Marcelo Crivella também alfinetou o casal Garotinho, dizendo que é possível melhorar a crise econômica e social, desde que se tenha "um governo interessado em governar e não em galgar outros cargos políticos". Ressaltou a necessidade de articulação com o governo federal e as prefeituras.
Sobre a escola em horário integral, sugeriu a inclusão do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. Falou ainda de habitação, segurança e empregos, repetindo propostas que já havia feito. E mandou um recado aos funcionários públicos: "Sei que se sentem desmotivados por indicações políticas que lhe tomam o direito de galgar cargos de diretoria, mas isso vai acabar."
Eduardo Paes afirmou que é preciso ainda acreditar na política, alegando não ter dúvida de que ela é um instrumento de transformações. Disse ainda que é com seu histórico e experiência que se apresenta como candidato.
Para seu governo, ressaltou a necessidade de acabar com a politicagem, tendo assim toda condição de crescer, ao profissionalizar a administração pública. Paes destacou também a importância de investir no servidor público e trabalhar com cooperação institucional. "O governo vai ser prioridade, não vai ser plataforma política de ninguém."
Fechando o programa, Denise Frossard afirmou que os eleitores têm a chance de varrer esse modelo que se instaurou com "Garotinho, Rosinha e Serginho" que, segundo ela, usa o governo para conseguir cargos. "É assim que tratam a máquina pública em detrimento do servidor público", declarou.
Ainda atacando o atual governo e o candidato de seu partido disse que não é verdade que Cabral não tem nada a ver com o casal Garotinho e denunciou: "Em 99 ele traiu o padrinho político, Marcello Alencar, para continuar como presidente da Alerj. Eles são unidos como 3 em 1." Sobre o Estado do Rio, disse que ele tem solução e prometeu dar o melhor de si "para romper essa estrutura de poder".
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