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29/08/2006 - 03h00

No quinto bloco, candidatos discutiram a dívida do Rio de Janeiro

Da Redação
No Rio de Janeiro
A dívida do Rio de Janeiro foi o tema da pergunta para todos os candidatos ao governo do Estado, no quinto bloco do debate desta segunda-feira (28). Em geral, todos repetiram visões de outros problemas do Rio.

"A dívida do Rio de Janeiro é da ordem dos R$ 2 bilhões. Como tratar essa questão sem atrasar salários e pagamentos dos credores?", foi a pergunta. Eliane Cunha (PRP) foi a primeira a responder, dizendo que pretende primeiro avaliar a dívida. "Vamos contratar uma equipe técnica da UERJ, porque precisamos valorizar e ver qual é o rombo", prometeu.

Vladimir Palmeira (PT) resumiu várias propostas em sua resposta. "Primeiro vamos gastar melhor. Em segundo lugar vamos melhorar arrecadação, fazendo uma ampla reforma na Fazenda. Cortar terceirizações inúteis. E vamos tentar vender a divida ativa", explicou.

Marcelo Crivella (PRB) voltou a falar em mega investimentos para o Estado. "Precisamos investigar o ICMS", também prometeu. Além de "renegociar a dívida pública", o senador falou ainda em melhorar a competitividade do Estado. "Em Minas fizeram barreiras alfandegárias. Em alguns setores precisamos diminuir alíquotas para aumentar arrecadação", disse.

Eduardo Paes (PSDB) falou novamente em influência política e corrupção. "Hoje tem deputado que manda em inspetoria e alguns setores vivem em espécie de paraísos fiscais. Temos de auditar as contas. E diminuir o tamanho da máquina", anunciou.

Denise Frossard (PPS) também citou a corrupção na arrecadação do estado. Mas prometeu pagar toda a dívida. "A Lei de Responsabilidade Fiscal determina", explicou, sem deixar em falar numa auditoria nas contas do Estado.

'Pequenos' compram briga
Eliane Cunha (PRP) e Vladimir Palmeira (PT) entraram no debate com os índices mais baixos de intenção de voto. E tentaram ganhar novos eleitores com atuações agressivas. No quinto bloco, os dois candidatos voltaram a se enfrentar.

Cunha provocou o petista, dizendo que nem o presidente Lula vota em Palmeira. Mesmo assim, o candidato confirmou em quem votaria para o governo federal. "Voto com o maior prazer e o orgulho no Lula, porque faz a maior administração em 40 anos", analisou.

Na seqüência, o petista partiu para o ataque contra o evangélico Marcelo Crivella (PRB). "Qual sua posição sobre os direitos civis dos homossexuais?", perguntou. O pastor foi claro em sua resposta.

"Devem ser respeitados, mas sou contra a união estável entre homossexuais. Acho que nossa sociedade evoluiu para a família com homem e mulher e a lei deve proteger este tipo de família. Acho que não é preconceito discordar de um ponto de vista", disse, defendendo-se.

Mesmo assim, Palmeira continuou no ataque em sua réplica. "Quando alguém não quer votar no senhor, você diz que é preconceito. Quando alerto para um potencial preconceito do senhor, você diz que é uma mera discordância", acusou.

Em sua pergunta para Denise Frossard (PPS), Crivella voltou a tocar nos problemas de segurança do Estado. "O que fazer para resgatar esse sistema?", perguntou, falando do sistema carcerário.

A juíza foi simples em sua resposta. "Tem de cumprir a lei, é só isso", afirmou, referindo-se à Lei de Execução Penal. "O preso tem direito a ter educação e trabalho", continuou. Crivella concordou. "Sou favorável a uma escola estadual de educação de presos", disse.

Na seqüência, Frossard e Eduardo Paes (PSDB) aproveitaram o debate para criticar o governo de Rosinha Garotinho (PMBD) e seu candidato, Sérgio Cabral. A juíza perguntou ao tucano o que ele achava de uma proposta de Cabral, em aumentar os efetivos das polícias civil e militar.

"Poderia fazer isso agora, já que estão no governo", criticou Paes. "Nós vamos comprar o bico policial, que a lei não permite, e vamos dar hora extra", prometeu. "Defendo um governo com responsabilidade. É responsável um governo que quer aumentar o efetivo sem reavaliar a força policial?", indagou Denise Frossard em sua réplica.

Fechando o bloco, Eduardo Paes perguntou a Eliane Cunha (PRP) como ela pretenderia administrar a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos). "Para administrar não precisa ser o dr. Sabe Tudo", disse a candidata. "Precisamos fazer uma auditoria grave e imediata", continuou. Paes prometeu abrir o capital da empresa. "A Cedae vai continuar pública, mas vamos saneá-la e abrir o capital", explicou.

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Segundo bloco: apoiados por Lula, Crivella e Palmeira enfrentam-se
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Sexto bloco: nas considerações finais, ataques ao casal Garotinho