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29/08/2006 - 02h56

Candidatos atacam terceirização da saúde no Rio no quarto bloco

Da Redação
No Rio de Janeiro
A terceirização da rede pública de hospitais foi atacada por quatro dos cinco candidatos ao governo do Rio de Janeiro presentes no debate desta segunda-feira (28/08), realizado pela TV Bandeirantes. Apenas Eduardo Paes (PSDB) não criticou diretamente o sistema, mas prometeu mudanças.

"O Rio é o Estado que tem mais hospitais públicos e vive uma situação crônica. Como encaram a terceirização?", foi a pergunta do mediador. "A primeira questão é investir pelo menos o que a constituição manda", começou Eduardo Paes. O candidato tucano também falou em integrar a rede de hospitais, porque haveria leitos ociosos.

Já Denise Frossard (PPS) foi clara. "Visitei hospitais terceirizados e me perguntavam o que eu iria fazer. Falei para eles estudarem, porque temos de fazer concursos. É ilegal a terceirização, e eu cumpro a lei", disse, lembrando que até mesmo os terceirizados têm poucas condições de trabalho.

Eliane Cunha (PRP) também foi direta. "Sou a falvor de acabar com a terceirização. Para mim elas são cabides de emprego. Vamos cumprir a lei e fazer concursos", disse a candidata.

Atacando o atual governo, Vladimir Palmeira (PT) também prometeu acabar com a terceirização, uma 'fonte de corrupção', segundo disse. "Isso é um verdadeiro desastre", afirmou o petista.

Fechando as respostas sobre a saúde, Marcelo Crivella (PRB) também criticou o governo de Rosinha Garotinho (PMDB). "Não se pode terceirizar em excesso o que é responsabilidade do Estado. É uma irresponsabilidade", disse.

Mais propostas
No quarto bloco, os candidatos evitaram os ataques ou troca de acusações em seus debates. Apelas Vladimir Palmeira (PT) envolveu-se em outro momento tenso na disputa. Antes, o petista respondeu a uma pergunta de Denise Frossard (PPS) sobre a máquina pública.

Segundo Palmeira, é necessário reduzir a estrutura do governo. O candidato aproveitou para criticar novamente o atual governo. "Tenho de ter entre 10 e 15 secretarias. Senão fico igual ao atual governo. Isso é importante para dar transparência", disse.

Sem seguir a ordem anterior do debate, Eliane Cunha perguntou a Denise Frossard sobre o caveirão. Enquanto a juíza não respondeu claramente sobre o veículo, dizendo 'seja como for, é terrível precisar', reafirmando a necessidade de melhores investigações, Cunha usou sua réplica para defender mais uma vez as atuais táticas policiais.

"O caveirão é o único veiculo que o bandido teme. Ele não entra atirando. É usado para proteger famílias, policiais que estão ali", disse.

Ainda sobre segurança, Vladimir fez sua pergunta para Eliane Cunha atacando Sérgio Cabral. "Cabral Garotinho", disse, referindo-se ao apoio do ex-governador ao candidato do PMDB, "disse que vai ser amigo dos policiais. Tem que ser chefe. Como você vê uma declaração dessas?", indagou.

Eliane Cunha respondeu também com um ataque. "Por que vou ser inimiga dos policiais? Vou ser chefe, mas amiga sim. Partindo desse princípio, o Lula não é seu amigo, já que ele apóia o Crivella aqui no Rio", afirmou , citando o apoio do presidente a outro candidato, que não o petista.

Já Marcelo Crivella e Eduardo Paes trocaram propostas relacionadas ao porto de Sepetiba. Segundo o tucano, a falta de infra-estrutura prejudica o Rio. "Precisa de ampliação, de investimento. E só se faz em parceria com o governo federal e municipal", disse Paes. Crivella concordou, atacando ainda Rosinha Garotinho. "Depende de uma parceria com o governo Federal. E nossa governadora fez pirraça", disse.

Na seqüência, Paes perguntou a Crivella sobre as pequenas e micro empresas. O candidato do PRB voltou a citar os problemas entre o atual governo do Rio e a Presidência da República e falou em uma parceria que poderia ajudar o Estado.

"Parceria forte com o Sebrae para treinar pessoas e torná-las mais produtivas", explicou. Paes lembrou ser o autor do imposto 'super simples', criticando a atual regulamentação no Rio de Janeiro.

Leia também:
Primeiro bloco: líder nas pesquisas, Cabral não aparece é é criticado
Segundo bloco: apoiados por Lula, Crivella e Palmeira enfrentam-se
Terceiro bloco: perguntas esquentam confronto entre os candidatos
Quinto bloco: os candidatos discutem acerca da dívida do Estado
Sexto bloco: nas considerações finais, ataques ao casal Garotinho