O terceiro bloco do debate entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, promovido pela Rede Bandeirantes, nesta segunda-feira (28/8) à noite, discutiu a corrupção. Citando a grande presença de políticos do Rio em escândalos, o programa perguntou: "Que medida concreta o governo vai tomar para enfrentar corrupção?"
Primeiro a responder, Marcelo Crivella (PRB) fez a utópica promessa de acabar com a corrupção, que depois foi ironizada por Vladimir Palmeira (PT). Para conseguir isso, o senador prometeu botar o orçamento e a lista de credores do Estado na Internet, além de despolitizar a polícia.
O tucano Eduardo Paes afirmou que contas do Rio já estão na Internet e, lembrando que foi relator adjunto na CPI dos correios, declarou que esse jogo de sanguessugas e mensaleiros é a cara dos últimos oito anos no Estado. Paes disse ainda que "É fundamental de que todos os partidos tirem os parlamentares".
Segundo a ex-juíza Denise Frossard (PPS), uma das fundadoras da ONG Transparência Brasil, a corrupção sofre de fotofobia. Atacando Paes, ela declarou que quem é filhote da máquina não pode falar de despolitização.
Eliane Cunha (PRP) disse que seu partido não tem nenhum envolvido nesse "lixo" e afirmou "que o exemplo está vindo lá de cima". Ressaltou ainda que caráter tem que deixar de ser slogan político.
Palmeira declarou que o governador, ao nomear o secretário de segurança, já está mostrando para que lado vai. "Quero trazer a participação do funcionalismo público por baixo". Sugeriu também a criação de um fiscal de governo, que tenha peso de uma secretaria, mas não se reúna com o secretariado e que seja de um partido que não faça parte do governo.
Perguntas entre os candidatosNas perguntas individuais, Paes começou questionando Denise Frossard sobre controle externo do judiciário e nepotismo, e a deputada afirmou que as leis funcionam bem em ambos. Paes então retrucou dizendo que a ex-juíza era contra o controle externo e deixou no ar a possibilidade de que ela já teria praticado nepotismo.
Usando o tempo da pergunta que faria para Palmeira, Frossard afirmou que conseguiram fazer o controle externo da melhor forma e declarou que nunca nomeou parentes. No final, indagou Palmeira sobre os hospitais com administração privada.
Irônico durante todo o programa, Palmeira comentou sobre a discussão entre Frossard e Paes: "A direita precisa se unir senão vai ficar para nós". Sobre os hospitais, disse ser a favor de serviço público, mas disposto a fazer um teste.
Palmeira perguntou para o bispo Marcelo Crivella sobre o aborto, que o senador disse respeitar, mas ser contra nos casos que a lei permite. O petista achou a resposta insuficiente, já que esperava que Crivella dissesse se para ele deve ser crime ou não. Palmeira então disse que é contra o aborto, mas a favor da descriminalização.
Crivella então fez uma pregunta para Eliane Cunha sobre a estagnação da economia. Para a candidata o ponto principal é "tirar esse governo e não botar o da continuidade". Depois investir na segurança. O senador alertou para uma cadeia produtiva em volta dos mega investimentos como o pólo petroquímico e o aumento do pólo siderúrgico.
Eliane Cunha questionou Eduardo Paes sobre sua relação com o prefeito César Maia e com uma possível ajuda para as obras do Pan. O tucano afirmou que não teria dificuldade de trabalhar com o prefeito e que chamaria também o governo federal para ajudar nas obras, pois o evento é de todos. A candidata do PRP lembrou que a discussão com prefeitos também deve incluir implantação de escolas e outros projetos, além do Pan.
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