31/10/2006 - 15h15
No Paraná, Osmar diz que vai fiscalizar governo de Requião no Senado
Da Redação
Em São Paulo
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Divulgação
Osmar concede entrevista em Curitiba
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O senador Osmar Dias (PDT), que disputou o segundo turno no Paraná, analisou na segunda-feira (30/10) o resultado das eleições no Estado. Durante entrevista coletiva concedida no comitê central de campanha, Osmar destacou seu desempenho nas urnas (49,9% dos votos válidos), agradeceu os apoios e votos recebidos e afirmou que sua única frustração é não poder colocar em prática o projeto que tem para o Paraná.
O ex-candidato declarou que vai fiscalizar no Senado o desempenho do governador reeleito, Roberto Requião (PMDB). "Do dia 1° de janeiro em diante, vamos funcionar como agência reguladora do governo do Estado, cobrando cada promessa feita", afirmou Osmar.
O senador se disse tranqüilo e sereno com o resultado da eleição e afirmou que não vai contestar a apuração do Tribunal Regional Eleitoral. Apesar de aceitar democraticamente o resultado, Osmar enumerou fatos da campanha que poderiam ter influenciado a votação. Entre eles, as pesquisas de intenção de votos. "O Ibope e o Datafolha não apontaram sequer para um segundo turno no Paraná. Então, nem deveriam ter voltado a fazer pesquisas no Estado".
Osmar também criticou a instituição da reeleição, que para ele possibilita o uso abusivo da máquina estatal. Como exemplos, o pedetista disse que os funcionários públicos com cargos comissionados teriam sido obrigados a fazer campanha.
O senador assumiu a responsabilidade pela derrota. "Disputar a eleição contra a máquina pública e chegar ao resultado que chegamos, devemos ser considerados vitoriosos", disse.
O senador também atribuiu o resultado a uma forte pressão exercida pelo governador Requião sobre os prefeitos, principalmente os de cidades pequenas, durante a campanha eleitoral.
Por fim, Osmar afirmou que a votação que recebeu - mais de 2,6 milhões de votos - o credencia para ser uma das lideranças da oposição no Estado. Apesar disso, o senador não garantiu que será novamente candidato ao governo em 2010. "Não estou preocupado com meu futuro político, mas muito preocupado com o futuro do Paraná. Precisamos mudar a política no Estado, senão vamos continuar com 280 municípios com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) abaixo da média nacional".