20/10/2006 - 20h39
Decisão sobre expulsão de Roseana fica para novembro, diz Bornhausen
Larissa Guimarães
Em São Paulo
O PFL só tomará decisão sobre a expulsão da senadora Roseana Sarney (PFL-MA) do partido em novembro, passadas as eleições, disse o senador Jorge Bornhausen, presidente do partido, nesta sexta-feira (20/10). Roseana disputa o governo do Maranhão com o pedetista Jackson Lago.
Bornhausen afirmou que a prioridade agora é trabalhar nas campanhas nos Estados pela candidatura do presidenciável tucano Geraldo Alckmin. "Ninguém vai se reunir em Brasília para isso. Não vou tirar ninguém das campanhas nos Estados para tratar desse assunto na próxima semana", disse. "Não estou preocupado com a eleição no Maranhão", voltou a afirmar, minimizando a questão.
O senador disse que o partido terá de aguardar a defesa da senadora e o relatório final do caso. "Isso levará tempo e só vai ocorrer em meados de novembro."
A Executiva do PFL abriu processo disciplinar que pode resultar na expulsão da senadora do partido no último dia 17. Roseana foi acusada de infidelidade partidária por apoiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PFL, partido da senadora, integra a coligação de Alckmin.
A assessoria de campanha de Roseana informou que a defesa da senadora ainda não foi preparada porque o processo está no início. De acordo com a assessoria, a senadora respondeu a jornalistas nesta sexta-feira que espera que o PFL "permaneça" com ela.
Caminhada e guerra de adesivos
A disputa segue acirrada e provocativa entre Roseana Sarney e Jackson Lago no Maranhão. Os dois lados da campanha distribuem adesivos pejorativos aos eleitores. Adesivos com "Xô, Rosengana" circulam entre os eleitores de Lago. Aliados da senadora distribuem adesivos com os dizeres "MaracuJackson". O pedetista completará 72 anos no próximo diz 1º. Roseana é quase 20 anos mais jovem.
O pedetista participou nesta sexta-feira da caminhada "Dia Estadual de mobilização por um Maranhão livre e um Brasil independente com Jackson Governador e Lula Presidente". A caminhada foi organizada por diversos movimentos sociais e partidos, inclusive o PT.
"O apoio à candidatura de Jackson está cada vez mais forte. As pessoas sabem que ele representa a mudança e o futuro do Estado", disse Bira do Pindaré, que candidatou-se ao Senado pelo PT.