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07/08/2006 - 12h51

Souto promete ampliar programa Saúde da Família

Da Redação
Em São Paulo

Valter Pontes/Coperphoto

Souto cumprimenta morador de Igrapiuna

Souto cumprimenta morador de Igrapiuna

O governador Paulo Souto (PFL), candidato à reeleição, prometeu neste domingo (6) ampliar a cobertura do programa Saúde da Família dos atuais 50% para 75% da população da Bahia. O compromisso foi feito durante a visita de Souto às cidades de Igrapiuna, Ituberá, Nilo Peçanha e Taperoá, na região do Baixo Sul.

Acompanhado dos candidatos Rodolpho Tourinho (Senado) e Eraldo Tinoco (vice-governador), e dos senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL) e César Borges (PFL), Souto falou sobre as ações do governo estadual na região, como a recuperação da BA-001, que interliga todos os municípios do Baixo Sul.

Ao falar dos programas de assistência aos produtores rurais e pescadores da região, o candidato criticou o governo federal. "É com o governo oferecendo condições de trabalho para quem quer produzir que se faz inclusão social, e não apenas dando auxílio em dinheiro, que também é importante, porém não dá perspectiva de um futuro melhor para as pessoas", disse.

ACM também atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Autor do projeto que criou o Fundo de Combate à Pobreza, fonte de financiamento do Bolsa Família, o senador disse que o governo federal é gigolô de sua iniciativa.

O governador encerrou o domingo com um comício em Valença.

No sábado, Souto participou de um encontro em Canavieiras, cidade onde passou parte de sua infância. Recebido pelo prefeito e por lideranças locais, o governador disse que, se reeleito, irá "lutar contra os excessos que o governo federal tem cometido sob o pretexto de conservar o meio ambiente".

Novo modelo econômico

O candidato do PT ao governo, Jaques Wagner, não realizou atividades públicas de campanha no final de semana. Antes de gravar o programa de TV no domingo, o petista detalhou à imprensa as principais propostas de sua candidatura para promover o desenvolvimento econômico. "Vamos implantar um novo modelo social e econômico na Bahia, que desconcentre a renda e estimule o desenvolvimento de todas as regiões do Estado", disse.

Wagner afirmou que seu projeto de governo prevê uma intervenção específica para o semi-árido baiano, reforço do papel dos centros urbanos médios como forma de desconcentração espacial do desenvolvimento, e das universidades estaduais e federais como instituições impulsionadoras do desenvolvimento das várias regiões.

O candidato atribuiu o crescimento da Bahia e a melhoria de qualidade de vida dos baianos ao governo Lula, do qual foi ministro.