O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (7/8) que está estudando a ampliação de faixa de isenção do IR (Imposto de Renda), na abertura da série de entrevistas com presidenciáveis do Jornal das Dez, da Globo News.
Segundo o candidato, a tributação de trabalhadores com renda menor de R$ 2.000 deverá mudar. "Dá para subir mais (a faixa de isenção)", afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de abolir a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), Alckmin não foi objetivo.
"Não dá para acabar com a CPMF no dia seguinte. Mas eu vou reduzir imposto."
Alckmin prometeu que a prioridade nos primeiros dias de governo, se eleito, serão as propostas de reforma política e tributária.
"Antes do dia 30 de janeiro essas propostas vão estar no Congresso Nacional", afirmou.
Segundo o candidato, um dos principais pontos na reforma política será a fidelidade partidária. Na proposta, estará incluso também o voto distrital ou distrital misto, que cria mais vínculo entre o eleitor e o governante, de acordo com o tucano.
Segundo Alckmin, essas mudanças da reforma política o ajudariam a governar e a criar uma base sólida no Congresso Nacional.
"A cláusula de barreira deverá limitar o número de partidos no país a seis ou sete. Com cerca de sete partidos e fidelidade partidária, melhora a governabilidade", afirmou.
O tucano titubeou em relação ao tema reeleição. Primeiro, disse que era muito cedo para dizer se a reeleição era "boa ou ruim". Em seguida, disse que, "do jeito que está", seria melhor acabar com o segundo mandato.
"Eu acabaria com a reeleição. Ou regulamenta-se para ter regras e não ter abuso no poder", explicou.
A série de entrevistas da Globo News com presidenciáveis prossegue na terça-feira (8/8), com Heloísa Helena (PSOL). Na quarta, será a vez de Cristovam Buarque (PDT) e, na quinta, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.