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07/08/2006 - 21h19

No JN, Alckmin define atentados em SP como "ações de guerrilha"

Da Redação
Em São Paulo
Na abertura da série de entrevistas do Jornal Nacional com presidenciáveis, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (7/8) que os atentados em São Paulo "são ações de guerrilha para atemorizar quem está do lado da lei". Indagado pelos apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes sobre as falhas da administração estadual de PSDB e PFL na área da segurança pública, Alckmin respondeu que "todas as grandes cidades brasileiras têm problemas de segurança".

"Sendo uma questão dos brasileiros, esta é uma questão do presidente da República. Vou estar à frente deste trabalho, não vou me omitir". O candidato destacou o investimento anual de R$ 9,5 bilhões nas pastas de Segurança Pública e Administração Penitenciária.

"Hoje há máfias tentando fazer o governo recuar, jogando a opinião pública contra o governo", disse.

O tucano foi submetido a uma lista de perguntas incisivas sobre ética no PSDB, não-realização de CPIs contra o seu governo na Assembléia Legislativa e sobre o caso Nossa Caixa.

Sobre a inclusão do ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo no esquema do valerioduto, do lobista Marcos Valério, Alckmin disse que "ele (Azeredo) responderá pelo ato dele. Se houve erro, vai responder por isso".

Para o caso Nossa Caixa, o candidato repetiu explicações dadas anteriormente. Disse que o banco, de governança corporativa, tem "critérios próprios de publicidade" e que a prorrogação da publicidade com recursos públicos estava prevista em contrato. "Foi uma questão meramente burocrática, a prorrogação estava prevista no contrato". Nas palavras do candidato a presidente, neste episódio polêmico de seu governo foi cometido "um erro formal, sem prejuízo para a sociedade".

No encerramento da entrevista que ultrapassou os 10 minutos originalmente previstos, Alckmin disse que um eventual mandato seu terá como compromissos o crescimento econômico e serviços públicos de qualidade, na saúde, educação, segurança pública.

A noite de entrevistas do candidato tucano na Rede Globo (JN e Jornal das Dez, na Globo News) ocorre simultaneamente à terceira onda de ataques do crime organizado em São Paulo, Estado governado pelo PSDB de Alckmin desde 1995. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, desde a madrugada desta segunda-feira foram registrados dezenas de ataques contra alvos privados e públicos em todo o Estado. Dois suspeitos foram mortos em confronto com a polícia.

A primeira onda de ataques, atribuída ao PCC (Primeiro Comando da Capital), foi em maio, com dezenas de mortos e feridos, e a segunda, em julho.

A série de entrevistas do JN e da Globo News com presidenciáveis prossegue na terça-feira (8/8), com Heloísa Helena (PSOL). Na quarta, será a vez de Cristovam Buarque (PDT) e, na quinta, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.